Fomos até ela no último dia de estadia no Rio e em busca de mais um lugar que servisse de referência para tomar café - a nossa amiga do Rio já havia dito que não era nenhuma Brastemp, mas... sempre pode ser divertido. E além disso, estava chovendo... café combina com chuva.
Pedimos somente dois expressos, já sabíamos que as tortas e bolos, além de caros, não costumam ser bons (leia-se velhos). Não tenho saborosas lembranças do café, me lembro que era caro (R$ 3,00), até demais para um café ruim.
Mas, não me esqueço da cena seguinte: a cafeteria estava lotada, na minha frente estava sentada uma senhora com várias sacolas, um guarda-chuva e sua bolsa, tudo organizadamente alojado em seu colo, não havia sequer uma cadeira vaga para ela colocar as coisas. E enquanto esperávamos o café escutamos um grito de pavor e eu vejo a senhora jogar tudo prá cima e quase subir na cadeira... eu imaginei que fosse um rato, logo levantei os pés... Não era, era uma barata nojenta, que aterrorizava aquela senhora.
O hilário, além das sacolas espalhadas e da senhora apavorada, era a cara de paisagem dos atendentes da cafeteria que nem sequer se moveram para ajudar a senhora, fingindo que estava tudo bem.
A barata foi esmagada por um dos clientes e nós fomos embora, não sem pagar... mas, nesse caso, para nunca mais voltar.


